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Quem sou eu

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Sou a alma errante, que cai mas se levanta! Sou o que a vida pode me ensinar, sou aquilo que posso aprender, e aprendo! Não julgue! Não minta! Mas se fizeres, tente outra vez! Viva da verdade, sem vaidade, fruto que nasce no engano não pode sobreviver por muito tempo, porém a dor poderá ser um eterno tormento! Pessoas... ainda acredito nelas, pois elas precisam acreditar em mim. Acredite! A magia esta em 'conhecer' e seguir na troca de figurinhas! Tudo passa, porém, nossa história fica, e feliz aquela que for lembrada e publicada. Não sou o que escrevo, mas o que a vida é, e se ela é, e eu a vivo, todos somos escrita! Eu... Lucas Nunes (LNS7)

quinta-feira, 26 de março de 2020

Ao som de uma canção


Eu quero é cantar pra você!
Dedilhar uma melodia que lhe mostre quem eu sou.
Trazer-te pra perto de meu caminho,
E ao som de uma canção, ter-te pra sempre aqui comigo.

Era noite sem sentinelas quando a tua voz ouvi.
Os meus olhos refletiram a luz do teu sorriso
E em meus pensamentos perdidos eu era a caça sem abrigo,
E tua música a rede a me prender.

Diga-me as notas pra que eu cante em teu tom.
Não me encare por teus olhos, pois assim perco o compasso.
E neste teu curto espaço, eu me afasto
Só pra melhor te ver...

Preciso te ligar pra que não esqueça a tua voz.
Não posso adormecer pra não ter que dizer adeus.
Quero só mais um segundo, no instante deste mundo,
Poder olhar pro rosto teu...

Espero, enquanto perdido me procuras.
Vejo gente, escuto vozes, mas não sua música pelas ruas.
Fecho os olhos e volto ao tempo, onde o sol ainda não se escondeu,
E então ouço outra vez, o som da canção que me ofereceu.

Digo, aqui comigo, que teu solo me escolheu.
Levo pra meu abrigo uma foto, os traços seus.
Deixo, aí contigo, a certeza de que um dia volto
Para as tuas canções, para os braços teus...

E foi no instante daquele tempo que te olhei com o pensamento.
Ouvi o som tocado, por dedos em cordas de aço,
Quando busquei os mistérios de teu sorriso
E confesso, foi incrível, por ele te conhecer

Contarei a tua história para que cantes minha canção.
Desejarei o teu abraço para que sintas meu coração.
E não haverá perigo para o amor destes amantes amigos,
Enquanto em teus lábios eu encontrar esta emoção...

Eu só quero cantar pra você
A melodia dedilhada que me mostrou quem você é!
Trazer-te pra perto de meu caminho,
E ao som de uma canção, ter-te pra sempre aqui comigo!

Lucas Nunes

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O melhor de amanhã é hoje

Parado à espera do tempo e por favos de mel eu descobri
Ontem, quando era amanhã, o dia era muito pra mim.
Quando não sei para onde ir, eu espero
E então lugar algum vem até a mim.

Coração de criança flutua em balões de infância.
Mal sabem elas que a maior sabedoria está em cada inocência.
Se os dias futuros pudessem decidir
A escolha seria permanecer por aqui.

O melhor de amanhã é hoje!
Tem raios de sol para o céu quando pés pequenos retornam.
Dê-me a sua mão e vamos logo nada fazer.
Quando nada fazemos juntos, muita coisa pode acontecer.

Mesmo que a porta fique estreita pelos anos que vivi
E minha vida adulta me faça desacreditar que ainda passo por ali
Lembrarei que meus mais puros dias foram vividos do lado de lá
E que há as mais felizes aventuras esperando quem volte para desbravar.

Parado à espera do tempo e por favos de mel eu descobri
Ontem, quando era amanhã, o dia era muito pra mim.
Quando não sei para onde ir, eu espero
E então lugar algum vem até a mim.

Lucas Nunes

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Luzes em tetos de vidro


No caminho de volta ao ninho encontre o quê caiu da bagagem.
Recolha com cuidado as peças indispensáveis ao novo dia.
Sente-se, concentre-se e reflita, e então refaça do início todo o trajeto.
Pra dias de luzes, faça de vidro as telhas do teto.

Vem de graça render graças o leve colibri.
Corre a criança por entre as tramas e tranças que deram forma ao jardim.
Estende-se a terra, vasta, e ao longe deserta, na busca pelo fim da guerra.
Voa depressa fachos dourados, pra clarear caminhos, pra acender  as frestas...

Era uma menina que em sua pureza viveu pra contar.
Sentada em uma mesa, na idade de sua fraqueza, me levou pelo olhar.
Aquela senhora, dos pés de amora, café, trouxe pro instante um passado marcante,
E a vida... Ah, a vida! Rendeu-se em silêncio e se curvou para a reverenciar.

É cantoria de roda sim sinhô, sinhá!
É batuque e vozes cantadas, sabiá!
É tarde fria, terra vermelha e pé no chão.
É o canto, o vilão, são as estrofes da canção.

Sente aí garoto...vou lhe contar uma história.
E não é mesmo que o garoto se sentou?!
Com um shortinho surrado, uma camisetinha encardida de brincadeira...
Um olhar de quem ainda muito tinha pra descobrir...

No caminho de volta ao ninho encontrei o que caiu da bagagem.
Recolhi com cuidado as peças indispensáveis ao novo dia.
Sentei-me, concentrei-me e refleti, então refiz do início todo o trajeto.
Para os dias de luzes, fiz de vidro as telhas do teto!

Lucas Nunes

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Saias de lua

Clara centelha de luz que clareia vaga-lumes na terra
Balés de renda sobre os pés da pequena estrela maior
Vagueiam no clarão, noite adentro, moradores das tendas de rua
Estendem num teto morada, toda a casa decorada por saias de lua...

Mesmo que distante seja o caminho de um olhar ao teu encontro
E em teu recanto sejas tu luz de luar pra'lumiar teu vaguear no escuro
Da pra ver daqui tuas pegadas traçando os caminhos do espaço
Tua saia espalhando águas e recolhendo areias de pés descalços...

Se em tua face branca há marcas de quem passou por tua palidez
Há aqui, em dia de noite escura, clarear nos dias de escassez
Nas fases de tua vida crua, o mar escuro te revela nua
Reflete em estrada prata, pra que tu vejas em espelho d'água teu brilho acender...

Vai se pondo, em outro canto do mundo, no convite da aurora, no teu ninho de algodão
Vai nascer, à quem possa te ver, dama da noite, em moradas do coração
Sem o som de um ruído, no calar de um gemido, vens tu em ar de graça
Olhos brilham, pedras cintilam quando os teus olhos clareiam os caminhos de volta pra casa

Clara centelha de luz que clareia vaga-lumes na terra
Balés de renda sobre os pés da pequena estrela maior
Vagueiam no clarão, noite adentro, moradores das tendas de rua
Estendem num teto morada, toda a casa decorada por saias de lua...


Lucas Nunes

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

À deriva

Uma noite de céu vermelho
Faz o dia do marinheiro
Quando o céu estiver assim
Navegantes ouçam o meu conselho, vem tempestade por aí

Veio de longe me buscar, tu em água de mar
Fui distante navegar, sob as ondas naufragar
Tormenta que mudou o rumo, te levou d'além do mundo
Sem adeus, sem despedida, foi a noite tua acolhida

Nos meus dias à deriva, tua voz serviu de guia
Em minhas alucinações, sobreviver foi a loucura
Se eu não pude te salvar...
Salvo estás, em profundas águas do mar

Fiz tenda das velas de um veleiro
Espantei chuva, frio, vento que veio ligeiro
Cantei as notas mais serenas, canção da tripulação
Bastou fechar os olhos que o destino ancorou no coração...

Meus pés em terra firme, te anseiam água do mar
Meus olhos no horizonte, desejam que bem lá longe, haja luz teu retornar
Dê com a mão quem bater primeiro a linha do sol poente
E que por lá espere ausente, antes que o mar novamente, queira revolto nos separar

Uma noite de céu vermelho
Faz o dia do marinheiro
Quando o céu estiver assim
Navegantes ouçam o meu conselho, vem tempestade por aí

Lucas Nunes

quarta-feira, 30 de maio de 2018

O que diz um segredo


Fala em tom de canto quem confirma o poder da palavra
Ouve à maneira de cura quem espera a prece alcançada
Se a terra se entrega em vento de cortina turva
O segredo é não se desesperar

Conversa que para o mundo, não pede hora marcada
O tempo se esvai, a noite se vai e do lado de fora o céu amanhece
Siga os passos, de ombros colados, de olhos calados, o silêncio que diz...
O segredo é não se desesperar

Faz parte do livro momentos esquecidos, memórias que se distraem
Mas tão logo e cedo retorna pra vida, às páginas escritas, lembranças de cheiro
E quando retornar, e mesmo assim não for possível recordar
O segredo, ainda, é não se desesperar

Se faltarem luzes aos caminhos distantes, não se espante
Acenda o brilho de um sorriso
Ilumine as vielas e seja abrigo
O segredo é não se desesperar

Fala em tom de canto quem confirma o poder da palavra
Ouve à maneira de cura quem espera a prece alcançada
Se a terra se entrega em vento de cortina turva
O segredo é não se desesperar

Lucas Nunes

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Lugares à mesa


Das horas que não sei, passos de uma corrida se aproximam
Na mesa de um café, a mesma senhora, o mesmo olhar a perder de vista
Em cartazes pela rua, o seu nome quem me chama por caligrafia
Um garçom que se aproxima, a refeição por ele erguida, a mesa agora vazia...

Cansei as minhas pernas ao gastar minhas passadas
Segui por todos os becos pegadas de quem apenas vi distante
Aquela senhora, sentada sozinha com seu bloco de notas
Agora perdida, em busca de outra mesa, outro café, para um brinde sozinha

Não há mistérios para a solidão, nem pecado algum que a condene
Antes só do que acompanhado e ainda só...
Antes só contigo do que consigo e em perigo...
Mesmo não havendo música ali, ela se levantou e decidiu a canção seguir

Estando toda a rua em passadas de corrida, ninguém notou sua passagem
Bem distante e ao longe, já na linha de chegada, um cartaz foi erguido
Em letras garrafais somente ela pode ler o escrito...
“Teus passos cansados me trouxeram de volta o lugar à mesa, ainda vazio...”

Das horas que não sei, passos de uma corrida se aproximam
Na mesa de um café, a mesma senhora, o mesmo olhar a perder de vista
Em cartazes pela rua, o seu nome quem me chama por caligrafia
Um garçom que se aproxima, a refeição por ele erguida, a mesa, por ora, ainda vazia...


Lucas Nunes