Páginas

Quem sou eu

Minha foto
Sou a alma errante, que cai mas se levanta! Sou o que a vida pode me ensinar, sou aquilo que posso aprender, e aprendo! Não julgue! Não minta! Mas se fizeres, tente outra vez! Viva da verdade, sem vaidade, fruto que nasce no engano não pode sobreviver por muito tempo, porém a dor poderá ser um eterno tormento! Pessoas... ainda acredito nelas, pois elas precisam acreditar em mim. Acredite! A magia esta em 'conhecer' e seguir na troca de figurinhas! Tudo passa, porém, nossa história fica, e feliz aquela que for lembrada e publicada. Não sou o que escrevo, mas o que a vida é, e se ela é, e eu a vivo, todos somos escrita! Eu... Lucas Nunes (LNS7)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Dama de porcelana

Tua face estática maquiada em pó de poeira ao redor
Teu olhar posto de lado no longe encarado, perto e só
Deseja mais tempo pra mais uma corda de fôlego que acorda teu giro dançante
E é feito de louça o bordado na roupa das Damas de porcelana...

Vai cair a tarde quando o sol for raiar outro dia
Estará o céu tingido em laranja abóbora na luz que luzia
Brilhará no balanço dos teus vestidos fios de ouro de um passado erguido
A riqueza de tua terra, tua por herança, dama criança...

Pés em terra, seca e molhada, marcam pegadas da dança que rodas serena
Vem devagar, devagarinho, passo a passo de fininho quem ousou sair da fila
Trazem luzes de penumbra pra que o ar lhe faça morena
Voltam pra fila, ligeiros, ligeirinhos, passo a passo rapidinho pra um instante tu ficar

Ah se tu soubesses que o réu tem suas preces...
Então tu saberias, que ser livre nesses dias não é ser juiz!
Mas há por trás da rocha dura,
quem sabe com doçura mostrar quem somos nós
Ah tu saberás, lá fora quando voltar, que o caminho é perdoar...

Tua face estática maquiada em pó de poeira ao redor
Mostra teu olhar posto de lado no longe encarado, perto e só
Deseja mais tempo pra mais uma corda de fôlego que acorda teu giro dançante
E é feito de louça o bordado na roupa das Damas de porcelana...

Lucas Nunes

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Amarelo esplendor

Dança suave o teu vestido quando vejo você passar
Sinto perfume de rosas e a pétala cai
Ouço as xícaras que cantam
E então o relógio se distrai

Os povos das aldeias festejam, tem graça no ar
As aves no céu gorjeiam pelos favos de mel
E eu ouço as xícaras que cantam
E as velas revelam luzes do dia que absolve o réu

Teus braços se abrem em liberdade
Há livros em grego que não li
Teus passos inda embalam teu vestido
Então me lembro, tua história que escrevi

Mesa longa e de madeira estendida pelo salão
Vozes, palmas, gargalhadas que se vão...
Ouço as xícaras que cantam
Anúncios em mais uma canção

Abrem-se as portas, é teu amarelo esplendor
Os rostos se voltam e o tempo reverencia ao teu favor
Somente as xícaras cantam
A pétala regou os pés da nova flor que brotou...

Dança suave o teu vestido quando te veem entrar
Há perfumes de rosas na brisa que cai
Ainda ouço as xícaras que cantam
E então o relógio torna as horas iguais

Lucas Nunes

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Outro dia de Sol

Não contes os dias em anos dos anos que tem
Tão pouco quantos foram os que nuvens fizeram chover
Águas que escorrem do alto brindam o renovo da terra
Para que então nasça outro dia de sol

Ei tu, que anda sobre pés descalços sobre folhas secas
Lá fora tem tempo em água de chuva em dia raiado
Tem lama formada às roupas claras fora do varal
Tem tu, conjugada em verbo atemporal...

Ei tu, que vigia o trem de chegada na estação da vida
Teu desembarque traz passos dançantes
Pro tempo parar e dançar em horas elegantes
Do lado de cá pro lado de lá, em sol, dó, ré, mi e fá...

Ei tu, que leva e espera a parte que lhe cabe repartida
Levante-se e vá ver que tem milagre fora dos trilhos
Desenho de teu sorriso com raios de sol
Das folhas pintadas, dos sonhos lembrados...

Ei tu, vá depressa na sorte de quem foi por aí
Verás na estrada marcas de quem à frente está
Ouvirás os passos de quem logo atrás vem
Não percas o trem, milagres o tornam ao trilho

Não contes os dias em anos dos anos que tem
Tão pouco quantos foram os que nuvens fizeram chover
Águas que escorrem do alto brindam o renovo da terra
Para que então outros dias de sol possam nascer

Lucas Nunes


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Poemas envelhecidos

Surge uma memória que os de fora esqueceram
Lembraram-se de palavras que não foram contadas
Guardaram os livros dos contos envelhecidos
Mas deixaram cair uma velha folha de um poema preferido...

Dizia a canção que existiam milhões de razões
Mas o poeta procurava apenas uma que fizesse sentido
A única, unida na sacada de um rascunho
Gerada no espaço percorrido entre o lápis e seu próprio punho...

O piano soava acordes de notas que inspiravam
Dançavam suas teclas numa sequência que olho nenhum piscou
Era um som que movimentava o ar
Foi vida que fora composta e posta na vida de fora pra andar...

Dama adornada em panos vermelhos
Caminha sobre nuvens terrenas no desejo de cantar
Existiam milhões de razões pra que ouvissem sua canção
Mas o autor buscava apenas uma que desse sentido a emoção...

Despertaram-se as memórias que os de fora haviam esquecido
Foram lembradas as palavras que deixaram de contar
Alguém se voltou para um velho livro de contos envelhecidos
Estão lendo, cantando, os poemas preferidos!

Lucas Nunes

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A lenda dos olhos que falam

Ali fora sopra um vento, que hora vem em sol
Ali fora percorre um vento, que agora assopra o sereno
Há uma voz que toca sonora em seu som
É o vento lá fora que ainda sopra os acordes de uma canção

A melhor palavra é o silêncio compreendido
A alma entende, a alma aceita, a alma cumprimenta a paz
Apenas um olhar e então tudo é dito sem mesmo o ensaio de um escrito
Então deixe que os olhos falem, a essência intrínseca se faz aparecer...

Há em um campo animais que se curvam pra saudar
Não há perigo quando a gente desce para os cumprimentar
Somos raças “bem diferentes”, mas com a mesma vida que pede pra respirar
Quando cessar o brilho dos olhos, seguiremos então para um mesmo lugar...

Cante sabiá, entre as árvores que o vento ainda balança
Voltará pela manhã as mãos que regam todas as raízes
Os passos dançantes da criança sincera será a prova
De que a lenda dos olhos que falam são reais pelos ventos que sopram...

Ali fora sinto o vento, que hora veio em sol
Ali fora percorre um vento que cintila as folhas ao sereno
Há uma voz que toca sonora em seu som
É o sopro de um vento, aqui dentro, os acordes desta canção...

Lucas Nunes

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Estou aqui

Pingos de verde d'água, teus olhos, tua alma
A insistência pelo estar fez da história o nascer
Coração que ainda pulsa é esperança para os que ficam
E eu? Bem, eu tô'ki!

E a verdade da vida surge nos detalhes
E então ela se enraíza...
As perguntas inda vagam por aí, perdidas...
E eu? Bem, eu acredito que há respostas por parte de quem escreveu

Não estaremos sozinhos quando o ninho já for vazio
Isto é o mundo lá fora nos chamando pra voar
O medo é apenas a vontade de voltar pro escuro...                  
E eu? Bem, a coragem pra pular na luz de um segundo!

Que haja sempre, paz no abraço de um encontro
Que haja espaço, sempre que o amor buscar seguro recanto
Deixe a porta aberta para que o milagre possa entrar
E eu? Bem, poderei em passos ligeiros por ela passar...

Pingos de verde d'água, meus olhos, minh'alma
A insistência pelo estar fez da história o nascer
Coração que ainda pulsa é esperança para os que ficam
E eu? Bem, eu estou aqui!

Lucas Nunes

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Menino no ninho, meni'ninho

Ah menininho, quem disse que seria fácil mentiu pra você!
Mas aquilo que não mata, certeza que fortalece...
E as tuas preces, antes que me apressem, te manterá vivo...
Então volte pro caminho, a verdade de tudo isso continua sendo você!

A nota precisa ser afinada para que soe outra vez
Os acordes precisam ser tocados  para que então a música retorne...
No silêncio se poderá ouvir o quê quieto estava
Como o leve sorriso de um menininho a correr...

Quem contará as lembranças de uma vida?
Quantas gavetas pedem páginas deste livro?
Conto a mim, comigo, e digo...
Não se deve parar de escrever...

Retomo a tinta e trago à vida o quê poderá ser lido
Folhas por dedo, palavras por escritas, rabisca...
Até o final, por trás e no verso
Atesto, parar pra respirar não é morrer!

Sentado vêm os pensamentos renderem a luz da tarde
À margem o som da água que bate, que cai, que escorre...
A tua sorte é que sorte mesmo é ter fé...
Ah menininho, tão certo quanto o dia, faz parte da criação também o escurecer...

Aquilo que não mata, bem, certeza que fortalecerá!
As tuas preces, antes que me apresse, vivo te manterá...
Ah menininho, quem disse que seria fácil mentiu pra você!
Mas volte pro caminho, a verdade de tudo isso segue à quem crê!

Lucas Nunes