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Quem sou eu

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Sou a alma errante, que cai mas se levanta! Sou o que a vida pode me ensinar, sou aquilo que posso aprender, e aprendo! Não julgue! Não minta! Mas se fizeres, tente outra vez! Viva da verdade, sem vaidade, fruto que nasce no engano não pode sobreviver por muito tempo, porém a dor poderá ser um eterno tormento! Pessoas... ainda acredito nelas, pois elas precisam acreditar em mim. Acredite! A magia esta em 'conhecer' e seguir na troca de figurinhas! Tudo passa, porém, nossa história fica, e feliz aquela que for lembrada e publicada. Não sou o que escrevo, mas o que a vida é, e se ela é, e eu a vivo, todos somos escrita! Eu... Lucas Nunes (LNS7)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Menino no ninho, meni'ninho

Ah menininho, quem disse que seria fácil mentiu pra você!
Mas aquilo que não mata, certeza que fortalece...
E as tuas preces, antes que me apressem, te manterá vivo...
Então volte pro caminho, a verdade de tudo isso continua sendo você!

A nota precisa ser afinada para que soe outra vez
Os acordes precisam ser tocados  para que então a música retorne...
No silêncio se poderá ouvir o quê quieto estava
Como o leve sorriso de um menininho a correr...

Quem contará as lembranças de uma vida?
Quantas gavetas pedem páginas deste livro?
Conto a mim, comigo, e digo...
Não se deve parar de escrever...

Retomo a tinta e trago à vida o quê poderá ser lido
Folhas por dedo, palavras por escritas, rabisca...
Até o final, por trás e no verso
Atesto, parar pra respirar não é morrer!

Sentado vêm os pensamentos renderem a luz da tarde
À margem o som da água que bate, que cai, que escorre...
A tua sorte é que sorte mesmo é ter fé...
Ah menininho, tão certo quanto o dia, faz parte da criação também o escurecer...

Aquilo que não mata, bem, certeza que fortalecerá!
As tuas preces, antes que me apresse, vivo te manterá...
Ah menininho, quem disse que seria fácil mentiu pra você!
Mas volte pro caminho, a verdade de tudo isso segue à quem crê!

Lucas Nunes

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Viva da fonte

De nada valerá as páginas escritas se nelas não tiver existido vida
Saudade não é voltar atrás, é entender que tudo segue em frente
Oportunidades um novo dia sempre se encarrega de nos dar
Mas aquela perdida de nada mais valerá o arrependimento

Me diga quem tu és e eu te direi se devo ir
Te digo quem eu sou e saberás quem comigo anda
Se meus olhos não doarem verdades, antes cego do que vazio
Se minha essência não for capaz de gerar mudança, que eu ande só...

Momentos não compram uma vida, nem nos cobram satisfações
Boas ações, favores, não nos deixam escravos e devedores
O maior bem que é a vida foi nos dado de graça
E isto basta pra entender que quem se submete a isto já está há tempos vendido...

Morada de tetos pra chuva eram os guardas que giravam
Armação que recebia o pano se abria à espera de gotas do céu
Uma mão sustentava e dois pés o conduzia
E então se fechava e era guardado, quando o tímido sol luzia alaranjando o vasto véu...

Se sentado e distante vaga o pensamento de uma vida
Não haverá despedida quando o desejo for o de partir
Entoam a canção que pelo tempo não foi esquecida
E escorre pelo mundo o desejo pelo começo de uma nova trilha...

Não se prova a existência da verdade pelo simples querer
Cenas sem roteiros procuram seus protagonistas
Canto os meus versos num canto de origem
E percorro os caminhos da memória até nele adormecer, e esquecer...

De nada valerá as páginas escritas se nelas não tiver existido vida
Saudade não é voltar atrás, é entender que tudo segue em frente
Oportunidades um novo dia sempre se encarrega de nos dar
Mas aquela perdida de nada mais valerá o arrependimento...

Lucas Nunes


sexta-feira, 27 de março de 2015

A caminho do cais

Me atrevi por caminhos de riscos e segui...
Não me dei conta que quanto mais seguia mais longe do porto ficava
As névoas de alto mar me encobriam
E eu já não mais sabia pra que lado ficava o cais

Era embarcação posta ao rumo incerto
Foi aquela a crença de que a teoria estava certa
E o castelo de cartas se ergueu em meio as águas e vento
E remei até onde pudera este se sustentar no tempo

Minhas lembranças serão esquecidas nos rabiscos de folhas guardadas
E que o tempo logo se aproxime para varrer os cômodos da casa
As horas que custam passar insistem manter-se vivas
Mas há anunciações que as estações irão mudar...

A espera é o passaporte certo à quem deseja o regresso
Exilado eu fui nas terras dos portos distantes
Nem sempre seremos te todo, o certo
Mas voltar, quase sempre será o caminho mais perto

Trago bagagens de uma viagem
Encontro o caminho de volta pra casa
Dou passos de quem aprendeu a andar
Mas não paro, já é hora de voltar!

Levarei em poemas tudo o que eu vivi
Haverá nos meus livros esta vida encapada
E o carrossel andará quando eles forem lidos
E todos os perigos deles irão se afastar...

Me atrevi por caminhos de riscos e segui...
Não me dei conta que quanto mais seguia mais longe do porto ficava
As névoas de alto mar me encobriam
Mas encontrei o caminho que me leva de volta pro cais...

Lucas Nunes

domingo, 14 de dezembro de 2014

Era o tempo

Aquele era o tempo em que as ondas se erguiam
E os olhos buscavam o que as mãos aplaudiam
Foram dias escolhidos, sem hora marcada
E a hora que não passou, já não sabe de mais nada...

Já bebi vários copos de doses de vida
Criei muitas frases que não foram escritas
Amassei folhas limpas sem ter um rabisco
E guardei tantas velhas por terem um sentido...

Aquela era a estrada que indicava o caminho
Seguiram alguns passos enquanto outros se perdiam
Não ficavam na estrada quando a noite caía
E podia se ouvir os perdidos insistindo...

Quando o sol nasceu, veio a decisão
Falar em voz alta, mudar a canção
Então vieram novos poemas, outra inspiração
E os fantasmas sumiram, sem casa e sem direção...

Aquele era o tempo em que as ondas eram mar
E os olhos se voltaram para outro lugar
Foram dias esquecidos por hora indeterminada
E a hora passou, sem saber de mais nada...

Lucas Nunes

sábado, 8 de novembro de 2014

Carta de areia

Sem espaço e sem parágrafo surgem as grafias
Migalhas de acontecimentos em resumo de tão longo e pouco tempo
No intervalo de vários ventos que correm por sobre as águas
E antes mesmo que as ondas venham, e apaguem esta carta na areia...

Apenas o leve toque gera impressões e marca a face do solo molhado
Marcas que a água não apaga, o tempo não esquece, a vida não envelhece...
Sem tinta, sem pincel, a história nasce da ponta do dedo
E em baixo relevo, revela pensamentos sem poeira...

À beira, se espera notícias ocultas em garrafas postas ao mar...
Ao longe, surgem olhares à procura de quem possa escrever
Bem perto, ao certo, a incerteza de quem não pode entender
Que o agora é hora escrita antes mesmo do sol se esconder...

Na visão profunda de quem ousou buscar, surgiram novas cartas
Todas elas desenroladas em pergaminhos de areia
Que formavam uma praia toda em letras
Desenhadas pelo autor que resolveu não assinar...

A maré que sobe vem e troca a folha
Renova e traz de volta uma nova escolha
Lava a ponta do dedo que volta a escrever
E que à mesma maneira faz nascer novas cartas de areia...

Vai saber se olhar bem no rosto do alvo invisível
Se escutares o som que vem de algum canto de mar ainda não explorado
Ou talvez da garrafa lançada ao mar
Que leva consigo o pensamento que não puderam ler...

Sem espaços e sem parágrafos surgiram as grafias
Todas elas, migalhas que resumiam acontecimentos de tão longo e pouco tempo
Em um intervalo de vários ventos que corriam por sobre as águas
Antes mesmo que as ondas pudessem vir e apagar o que escrito foi na carta de areia...

Lucas Nunes



quarta-feira, 2 de abril de 2014

No silêncio de um abraço

Teu passado em semanas são dias
Histórias de uma vida em tão pouco espaço e tempo
Que os sentimentos surgem sem licença
É crença, acreditar é viver...

Terra cercada de água é ilha
Nela passos perdidos formam pegadas de suas vidas
E o sinal quando a noite chega são as luzes
Dos olhos que se acendem quando te veem

A espera é o passaporte certo desta viagem
O sentimento que afaga o coração do poeta
A inspiração de uma nova escrita pra que te encante
E o desejo de que tão perto não seja mais distante

Se foi o sorriso, que digam os olhos que viram
Se tem a ver contigo, talvez seja mais comigo
Só se torna mais vivo o rio que fluí contínuo
A arte de acreditar é conviver, um fascínio...

Que os braços do abraço falem mais alto e por si só
Que o silêncio de um encontro sejam as palavras de um eterno conto
Se plantaram mares que separam terra à vista
Não te intimides por estes espaços, haverá visita

Meu passado em semanas são dias
Histórias de uma vida em tão pouco tempo e espaço
Que os sentimentos surgem sem licença
E é crença, acreditar é viver...

Lucas Nunes

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

É logo ali

Escalavrado pensamento de vozes e acordes
Sustento-me em teu anseio desesperado de viver ao vento
Ando por aí sem seguidores e faço amizades pelo caminho
Ao certo, vamos todos pro destino que é logo ali

Venha comigo quem estiver disposto ao mundo
Volte e pegue as suas anotações, vamos precisar de papéis para uma fogueira
Esqueça os mapas, siga os sinais naturais do que se torna perto
A aventura começa quando o tempo perde a pressa...

A vida é perfeita, feche os olhos e sinta a batida
Não abra enquanto o som não acabar
Nem antes de seus pés pedirem o chão
O sol logo irá se por, e mesmo em noites podemos encontrar saídas

Junte-se às vozes e vamos acordar os vagalumes
Quem pisca se pisca à moda desta rica sina à risca
Eles iluminam as passadas e nós não os caçaremos
Deixe que a fila aumente, há estrada pra mais gente

Precisamos do mínimo pra sobreviver no mundo dos tantos poucos
Uma roupa no corpo, uma troca na mochila e calçados para os pés
A vontade de ir, o desejo pelo conhecer e a magia do aprender
Feche os olhos, a vida é perfeita e viver é o que precisamos...

A humanidade passa e se renova neste vasto mundo
As marcas são profundas e precisam ser descobertas
Há sinais em toda parte, cada ruído é uma voz tentando ser ouvida
Traduz quem se atreve ao desconhecido e não fica na estrada

Ao certo, vamos todos pro destino que é logo ali
No anseio desesperado de viver ao vento liberto
Sem seguidores, com amizades pelos caminhos
Em escalavrados pensamentos de vozes e acordes sobre pés andarilhos...

Lucas Nunes