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Quem sou eu

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Sou a alma errante, que cai mas se levanta! Sou o que a vida pode me ensinar, sou aquilo que posso aprender, e aprendo! Não julgue! Não minta! Mas se fizeres, tente outra vez! Viva da verdade, sem vaidade, fruto que nasce no engano não pode sobreviver por muito tempo, porém a dor poderá ser um eterno tormento! Pessoas... ainda acredito nelas, pois elas precisam acreditar em mim. Acredite! A magia esta em 'conhecer' e seguir na troca de figurinhas! Tudo passa, porém, nossa história fica, e feliz aquela que for lembrada e publicada. Não sou o que escrevo, mas o que a vida é, e se ela é, e eu a vivo, todos somos escrita! Eu... Lucas Nunes (LNS7)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Relatos de um Itinerante

Há uma pessoa narrando o que vê
Vidas de esquinas, ruas e viélas, viadutos, passarelas...
Todos vão olhando, escutando quem vai narrando
O olhar que acompanha é o pensamento que recorda, da história que viram por ali

Foi uma pernambucana, de saia cigana e doces pra vender
Era uma senhora, sentada, perdida, sozinha, quieta em seus pensamentos
Tanto movimento, de gente que nunca tem tempo
Tempo pra parar, e então ver

Era uma rua, que acolhia a vida crua de quem só queria viver
Marcas de quem tentava não ver a vida parada
Uma maneira de não ter que se justificar
Mas sim a de poder um dia dizer que valeu a pena tentar

Eram crianças, a espera do registro da própria imagem
Pés descalços, olhares de um pedido, um desejo, um sorriso
Uma bicicleta, uma menina e outra boneca
Era a certeza de vida, brincadeiras, poses e despedidas

Uma casa, sem porta, sem janela, de pé e abandonada
Um olhar, uma face, suja e borrada, no canto do nada
Uma panela sobre a chama que havia ali, a certeza da fome e da falta do que comer
No chão, uma folha, uma palavra, uma esperança... "Reforma"

Quantos cachorros, soltos num cenário de muitos e poucos
Mais uma senhora, e uma cadeira que resolveu ter rodas
Um efaixado que escondia o que se ver...
E um rio que perdera a água de se beber

Era alguém que precisava de comida, ou até mesmo atenção
Eram pessoas que acreditavam em alguma coisa vinda do coração
Uma certeza do melhor, que mesmo distante vem de dentro de nós
E eram sorrisos que escondiam o lamento, mas sinceros naquele instante

Eram vidas, pessoas vivas sem vontade de morrer
Era o mundo desigual, o cenário esquecido, por sua conta e risco
Uma mulher com suas crianças, um olhar incerto a beira da estrada
Eram carros em movimentos, talvez sem tempo, pra parar e socorrer

E eram todos, e todos eram o que nem sempre tinham que ser
Eram os que ninguém queriam ser, sentir ou ver
Separados por classes, por preconceitos, por falta de querer
Viviam, recolhidos ao fim do dia a espera de um novo amanhecer

Era uma pessoa, simplesmente narrando o que via
Vidas de esquinas, ruas e viélas, viadutos, passarelas...
Onde todos, sem perceber, contavam suas histórias
E quem escutava, narrador de uma realidade, hoje recorda a história, o que viu por ali...


Lucas Nunes

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Era do Equilíbrio

No Reino das Águas...
Bem perto do Ministério das Árvores,
Se reuniam a Sociedade dos Quatro Ventos...
E de lá podia se ver a Ordem das Terras,
Junto a Morada do Fogo...
Era pedra sob pedra, eram os poderes
Se apresentavam a Classe do Gelo,
Os Guardiões das Tempestades que desciam em trovões e raios
Era a reunião, a decisão para o futuro...
E o homem considerou-se capaz de participar,
E era o Clã dos Nobres...
A questão seria a ordem e o equilíbrio,
E pela lei da natureza, era só manter o controle
Mas o homem quis controlar...
Cobiçou todos os poderes
E fugiu-se de si, perdeu-se a si...
E por sua intervenção, rompeu-se a Sociedade dos Reinos
Fôra perturbado o equilibrio e na Fenda da Separação ele se perdeu
Foi água contra as árvores
Fogo contra gelo, vento e raios na disputa pelos trovões
Eram guerras naturais, sem motivos, sem questão...
E o Clã dos Homens fugia, corria, pra longe dali...
O poder que almejou se revoltou contra sua ciência
E ele viu que era mais fraco e que sua maior arma inteligente de nada servia...
Agora ele tenta, encontrar o equilíbrio, onde foi que ele caiu e se perdeu
E pergunto... E se ele encontrar?

Lucas Nunes

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Viagem

Viajo por estradas ao som de cânticos
Vejo sorrisos, seus pedidos e acenos
Sinto o vento, a brisa, boas novas
E vou eu, comigo 'em tigo', vou agora...

Mãe?Pai?Me aguardem, vou pra casa
Quero estar em meu quarto e rever minhas heranças
Quero briga de irmão, tapas por abraços...
E na mesa de minha morada, leite, pão e café...

Sonhos de partidas e desejos de chegada
Impulsos que nos levam, compromissos que nos trazem
Jornada, nossa maior tarefa...
Viver... e aprender como!

Sons de flauta de bambu...
Harmonia produzida pelo bem estar
Vozes, acordes... é lá que quero estar!
Me aguardem, eu estou indo, logo vou chegar!

Comece amando e termine amado
Nós somos, vós sois... eu, tu, eles... Seremos!
Quero é meu lar, minha casa, lá estar...
E quando não, sim... cheguei!

Pensamento que voa e varre a terra
Lembranças de vidas eternas
Sabedoria de passados presentes
Somos pó, carne, sangue, gente!

Amarre teus sapatos e se ajuste pra partir
Não deixes à espera quem esperas a esperar...
Isto é verbo e o que vale é o 'ir'
Vá!

Já vou indo, caro e esperto amigo...
Meu anseio é chegar
Eu volto, isto posso planejar
Vou agora, comigo e 'em tigo' ...agora e até já!

Lucas Nunes

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Lembranças de uma velhice

Conte a tua história Senhora, sem medo de errar
Viva suas lembranças e se alegre na saudade
Eu, jovem aprendiz, desenho seu cenário
Faço-me ouvidos e viajo contigo por estas lembranças

Tua pele traz a marca do passado
As mãos carregam no tempo o trabalho
Mas em teus olhos ainda encontro a essência de menina
Que cultiva o segredo, a sabedoria, a vida...

Conte-me tudo, não guarde segredos
Me leve para a vida que já não vejo por aqui
"Fêchos de lenha, água de bica ao balde"
"Fogão à lenha, cheiro de fogo, café e saudade"

Esqueça-te deste presente incerto, assegure-se naquele tempo
Onde todos ainda vivem, alegres e sorridentes
Não te preocupes se não te entendem
Apenas me diga o que tens a contar

Logo não haverá mais quem conte
Se eu não ouvir, não poderei um dia relembrar
Contarei se me permitir, que houve um tempo
Onde pessoas andavam descalças e podiam entrar e sair

Deixem que ela conte, que descia e subia monte
Que trabalhava sem ganhar, por puro gosto
E que hoje, todo este esforço
Só seja em se lembrar

Não pare, a vida aqui já nem tem mais graça
É tudo e tanto ao mesmo tempo
Que da minha mesmo, eu nada mais me lembro
Sou realidade posta em seu passado tempo

Trago lembranças do que ouvi
Da enchada, que era a amiga
Do expediente, que se chamava 'lida'
Onde todos eram 'camaradas'

Tua face tão cansada, esconde toda uma jornada
Revelas toda uma vida vivida
E te faz hoje, Senhora do bordado
De agulha, pano e linho

Saudade... sentimento certo de que vivemos
E que vivendo, amei em existir
Lembrança... afago doce do que tivemos
Certeza de vida, ao ser lembrada

Um dia contarão a tua história
Senhora dos olhos azuis, azuis de seus
Mesmo que só nestes versos... ao que ler
O saber, que o que ouvi, hoje conto, puro e sincero

Agora conte-me tudo, mesmo que seja sempre a mesma coisa
Minha memória não é tão boa quanto a sua
Será necessário mais de uma vez pra eu gravar
Me conte, pois em tuas lembranças preciso viver

Conte-me a tua história Senhora, sem medo de errar
Viva as suas lembranças e se alegre na saudade
Eu, jovem aprendiz, desenho seu cenário
Pois quando houver silêncio... (...) Eu saberei contar!

Lucas Nunes

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Última Estação

À procura do olhar desconhecido, em mundo temido
Espero na noite, quem venha me buscar
Vejo pés e passadas, todos por cima
E no sereno clima, ainda a esperar

Por tudo o que for tempo, do meu posto não me ausento
Sentinela da fidelidade, guarda de embarque e desembarque
Corre teu passaporte sobre os trilhos
Enquanto todos perdidos, eu ainda te encontro

Amigo de cachorro, cachorro de amigo...
Se tu não falas, por teus olhos te entendo
Escuto teu coração, interpreto teu latido,
Tua fala, fiel amigo!

Em estradas de ferro, com pegadas em pedras
Tu me procuras no gritar do silêncio
E como se fosse rotina, mas missão incumbida
Na mesma hora, no mesmo lugar, ainda a esperar...

Não sustento promessa de volta
Voltar é futuro incerto àquele que é mortal
Mas certo de ir ao embarque, levarei-te comigo
Por caminhos do pensar

Pelo o que há, ainda, tempo... a esperar
Já não mais meu retorno, agora, tua ida...
Não por aceno, não em despedida
Mas por espera, em tua última estação...

Lucas Nunes

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Amigo, direi-lhe irmão

Amigo, direi-lhe irmão...
Por mais que eu vague sozinho
E pelas planices me perca no vasto horizonte
Bem por perto tu estarás e eu também, entre suas orações...
"Que Deus guarde meu amigo, mesmo não estando comigo, este que é bem mais que um irmão"
Ao certo, acasos não existem, nada é destino
Acredito naquilo que se torna providência!
Se posso falar-te mais "uma coisa"
Falarei daquilo que "o coração está cheio"
Onde está aquele seu abraço?
Reservado entre dois ombros vazios?
Se a vida pra quem vive se tornou uma só
Cabe a certeza de que não vagaremos perdidos
Haverá tu amigo, escondido, protegido, mas perto...
Com teus braços abertos, teu olhar de amor, à espera do encontro...
Razões pela qual nascemos...
Motivos porque vivemos...
Perguntas...
Nem sempre respostas, mas perguntas...
Ter-te amigo, sim, se tornou uma resposta...
Providência?
Providência!!!
Como entender?
...
Se me perguntarem se tenho um grande amigo
Responderei no instante de um piscar
Sim!Tenho!
Lembro-me até de que já o vi, tão perto...
E logo por uma porta também o vi ir...
O olhar acompanha, vai pra perto e busca
E este olhar se cruzou, como quem quisesse dizer algo...
E disse!Não irei esquecer...
...
Pois é amigo, tu agora é personagem de minha história
Quem lê-la vai te ver lá
Talvez não encontre muita coisa, talvez sim
Mas isto já depende também do que você permitirá escrever...
Porém, se ainda perguntarem
Que amigo?
Aqui mesmo encontrarão a resposta
Amigo, que digo ser, mais do que irmão!
"Que Deus guarde meu amigo, mesmo não estando comigo, este que é bem mais que um irmão"
Amigo, direi-lhe... Irmão!

Lucas Nunes

terça-feira, 24 de maio de 2011

Imagine

Imagine o lugar do paraíso... e o construa dentro de você!
Nele, as águas correm e fluem pela vida
Lá as folhas não caem no verão e as flores não murcham à luz do sol
Sempre haverá cantos para alegrar esta cidade
Os ventos de lá sopram conforme a mão de seu maestro
Dançam em brisa, suave aos campos de trigo que se prostram...
Imagine sua morada... seus grandes portões
Seus muros intransponíveis, as ruas... o barulho das carruagens
A ponte que a corta e permite vê-la viver
Seus relógios nunca marcam a hora nem o minuto
Mas sua eternidade sempre avisa que já é a hora, o tempo...
Então imagine... Não deve ser muito longe daqui
Por um instante, certeza, é logo ali!
Já me contaram histórias antes, e me lembro como se já tivesse visto...
Imagine, e ouvirá o som que vem de lá
Imagine, e lá estará
Imagine, e então a verás
Imagine, e será sua morada
Imagine, e então não mais precisará imaginar!
Sim, ela existe, já está preparada
Não fora habitada, e sua beleza reluz
E sua luz é paz... PAZ!
Minha mora me espera
Por ela anseio, e tenho pressa
Já comprei passagem, e meu destino é viagem...
Útima parada, sim, minha morada!!!
(...)
Imagine... e já vem o trem das boas...
Imagine... o cino que logo soa...
Imagine o lugar do paraíso e o construa dentro de você!
E então... lá estará, eu posso te ver!

Lucas Nunes