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Quem sou eu

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Sou a alma errante, que cai mas se levanta! Sou o que a vida pode me ensinar, sou aquilo que posso aprender, e aprendo! Não julgue! Não minta! Mas se fizeres, tente outra vez! Viva da verdade, sem vaidade, fruto que nasce no engano não pode sobreviver por muito tempo, porém a dor poderá ser um eterno tormento! Pessoas... ainda acredito nelas, pois elas precisam acreditar em mim. Acredite! A magia esta em 'conhecer' e seguir na troca de figurinhas! Tudo passa, porém, nossa história fica, e feliz aquela que for lembrada e publicada. Não sou o que escrevo, mas o que a vida é, e se ela é, e eu a vivo, todos somos escrita! Eu... Lucas Nunes (LNS7)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Contos Inacabados

Escolha a tua arma, sele a amizade e a coragem
Tome tua direção e se entregue pelos olhos
Se apresente a chamada do tempo, cinge os lombos
E coragem, o caminho segue beirando a margem

Viverás em sociedade forjada
Se unirá a ela como ferro em fogo
Mas estará sozinho quando tiver que fazer a escolha
Mesmo assim, coragem, em algum lugar dependerão do que escolher

Ame tua espada, mas não se apegue a sede dela
Toque as trombetas e olhe para as colinas
Haverá reforço enviado dos cantos do mundo
E é do fundo que encontrarás coragem pra vencer

Haverá tempo de glória e este não será o de perder
Contarão quem foram seus leais e estarás entre eles
Eternizarão sua bravura, em papéis esboçarão sua figura
E Coragem encontrará os olhos de quem a vê-la

As classes se unirão a ti, cidadãos de fé e querer
Os recursos brotarão como o passo ligeiro
E haverá gramas perfumadas, campos verdejantes atrás das colinas cinzentas
E Coragem será a companheira dos que ainda tentam

Vá pelos rios, pela floresta, ande aos valados
Se embrenhe nas cavernas e procure pela luz
Traçe o seu mapa e jamais fique na estrada
Coragem é desbravar e não seguir o que fácil te conduz

Dançam os ventos nas florestas sombrias
Descem os cantos das montanhas que se tornaram vigias
É o tempo que se apressa pelo os que andam
E Coragem, é só o que precisa ter o que segue

Não se atemorize pelo golpe da espada
Há esperança além do sangue que escorrerá pela ferida
Mantenha-se de pé, enobreça sua postura
E Coragem, acredite nas espadas que lutarão junto a sua

Encontre o mais forte dos motivos e este será sua bravura
Não desfaça a sociedade quando se separar
Apenas se apresente a chamada do tempo, cinge os teus lombos
E coragem, voltarás quando todos já estiverem a te esperar... às margens

Lucas Nunes

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Depois da Guerra

Escrevi uma carta em meio ao caos
Com a pouca tinta que ainda me restou
Contei como os dias foram difíceis
Mas assinei a esperança depois que a guerra passou

Minhas mãos à sangria sustentavam a luta pela existência
Minha mente me traia por desacreditar
Meus pés cortados e em dor pediam passos para andar
Desejavam as relvas, e o corpo resistia pra guerra passar

Rastejava, cidadão do mundo em pó
Me expremia, no espaço de mim e só
Mas abri peito ao fogo e fiz coragem por iniciativa
E houve vida, depois que a guerra passou

Exultaram em suas espadas, e o inimigo se fez resistente
Estive entre eles e me tornaram mais valente
Passei por todos sem baixar a guarda em força iminente
E por reação e consequência da vida que se sustenta, me apresentei pronto para a próxima peleja

Lançaram todas as suas flechas e dançaram suas espadas
Avançaram em gritos e fizeram a terra tremer
Mas não foi o suficiente a temer
Minhas armas não me traíram, lutaram e conseguiram ver a guerra se dissolver

Meus olhos... o espelho refletor da verdade
Arma mais forte que paralisa quem se atreve em perguntas
Revela o que a alma não fala, sussurra
Que espera a crível paisagem depois de toda a guerra crua

Avante cavalo guerreiro, à frente desta batalha medieval, secular e cotidiana
Corra mais rápido do que o vento, além de seus pensamentos
Minha arma de batalha, tua velocidade, tua lealdade
Prepare-se para o ataque e não recue até tudo terminar...

Escrevo esta carta em meio ao caos
Com a pouca tinta que ainda me resta
Conto que mesmo os dias sendo difíceis
Assino a esperança que de mim não se afasta...

Lucas Nunes

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Faz parte

Saberás que não existe fórmula que nos consagre fortes
Entenderás que será necessário experimentar a fraqueza
E por esta nada sutíl leveza poderás compreender...
Não é mistério, faz parte da vida...

Acordei, e quando dei por minha existência já era hora de andar
Aos passos fui pelos campos e valados
Pelos caminhos pude perceber que não era necessário passos largos
Quando então decidi seguir o fluxo

No mundo construímos muros, erguidos em segundos
Não nos damos conta que levaremos tempo para escalá-los
E que precisaremos quando estivermos encurralados
Passei a construir cercas, baixas e de madeira, que nos permitem enxergar o outro lado

Por vezes me esqueço que este caminho é só de ida
Mas por elas mesmo me sento pelas beiradas e complico as regras
Certas horas pedem paradas e os passos silenciam, e o que escutamos é apenas um som
Silêncio! ... procure escutar

Manter o equilíbrio, o controle das ações e emoções, é a regra do jogo
De novo, de novo outra vez, e outra... é a segunda regra
Não será eterno o que insiste se manter por perto
O que está além da cerca, ainda que não vejas, ocuparás este aposento

E seguiu o viajante certo de seu pouso, caminhou e avistou o seu anseio
Insistiu em ir, e como foi, veio... esteve
Marcas de seus pés, mãos, marcas de seu rosto, fazem o teu conto e te contam
E não haverá espanto pra quem se arriscou em viver...

Certo de que não existe fórmula, fraco, forte
Entenderás que foi necessário experimentar a fraqueza
E por esta nada sutíl leveza terás compreendido...
Não foi mistério, foi parte da vida...

Lucas Nunes

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Memórias de próprio punho

Há ainda o que ser descoberto, experiências que marcarão história
Nosso caminho caminha por si só, e trilhando-o, decidimos se iremos acompanhá-lo
O vento e tempo sopram para todos os lados...
E nós, em passos largos, caminhamos para o desconhecido

Nos aventuramos em perigos, e às vezes saímos feridos
Ficamos à espera da cura, deitamos em silêncio, até a próxima ousadia
Mas essa magia de conhecer é registro em páginas em branco
Que nem o tempo, tão pouco o vento, poderão varrer da memória

Histórias cravadas em nossa carne, lembranças...
Não há como voltar, apenas reler o que já foi escrito
E bem certo afirmo, que enquanto existir este livro
Recordar, ainda será viver...

É um mistério o porquê e como certos contos se iniciam
Uma tormenta de águas em pedras quando parecem receber o fim
Mas não existe um fim, longe de mim ele passa a ficar
Quando eu me distancio...

Narradores da existência, de encontros e despedidas
Faculdade sem diploma, onde a matrícula é nascer
Bem vindo à vida, pegue sua apostila e não a estude...
Será no improviso, no susto, em choros e sorrisos que a tinta será liberada para escrever...

É eterno o que durou, e durará eternamente o que tiver que ser
Como album de fotografias, vida sua, vida minha, deixe(m) escrever
E retire este livro da pratilheira, assopre a poeira
E não hesite na sufocante vontade de tornar a ler

Qual fim virá primeiro?É fato, e será certeiro...
Quando não houver mais o que escrever, terá chegado o momento
Daqueles que folhearão nossas páginas
E com olhar de águia se atreverão a ler...

Sentimentos... forasteiro à volta que sempre denuncia o coração
Tudo isto não pode ser guardado em envelopes
Tão pouco escritos em guardanapos
É o teu retrato, à sua caligrafia que nasce o livro da vida

Aquele que passou por este caminho, terá levado um pouco de ti
Terá deixado cair algo de si, e que nunca mais removerão dali
E esta, ainda continua sendo a mais bela experiência de quem vive
Conhecer, deixar, levar, aprender e reviver

Vivo porque deixo, porque encontro, me atrevo
Aprendo porque levo, revivo e observo o que os olhos não quer esquecer
Mas se um dia meus olhos se cansarem, minhas lembranças me traírem
Por favor eu peço, releia a página que te indicarei no tempo certo...


Lucas Nunes

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pedacinho do Céu

Como se na ponta da lua crescente eu me sentasse
E olhasse pro vasto tapete azul onde meus pés flutuariam às pisaduras
Como se eu pudesse construir ali minha casinha protegida de todo o mal
E de longe enxergasse a paz e a alegria cada vez mais perto
Aos dedos em um violão, "como polícia atrás de ladrão", eu formasse um acorde para este momento
Que resumisse em notas suaves e penetrantes a sensação de alento
Teria uma árvore com uma sombra bem vasta, onde descansaria à leitura de um livro
Jogaria pedras n'águas calmas só para vê-las se agitarem e ondularem seu próprio espelho
Me recolheria para aquele limite sem marcação e iria sorrir por estar tão bem
Pegaria um pedacinho de carvão e um papel de pão
E em pequenos versos tentaria resumir o que ainda há de melhor
O natural é simples, e está bem mais perto do que ao redor
Inspirações que inspiram e que espiro, o fôlego...
...
Saudade só poderá ser existente por aquilo que foi bom
Por esta verdade, eu sinto saudade deste cantinho
Construído como um ninho, que abriga nuvens, estrelas
E a ponta da lua onde sentado ainda fico a observar
Este vasto tapete azul onde meus pés flutuariam às pisaduras
Este lugar tão existente para quem sonha, quem sente...
Um pedacinho do céu...


Lucas Nunes

domingo, 1 de abril de 2012

Simples Assim

Resolvi começar, recomeçando...
Dei a volta pela casa e parei frente a porta principal
Juntei as folhas do jardim, ainda do verão...
Dei água a quem sentia sede
Procurei um lugar ideal para instalar uma rede
Decidi comprar uma bicicleta e também a andar mais à pé
Quis ter vários sapatos e chinelos
Mas acabei doando os tantos que já tinha
De frente a porta, parei pra pensar
Permaneci por um tempo que não me deu tempo pra contar
Gosto desta brincadeira de temporizar, ela não espera
Então coloquei a mão na porta
Abri meus olhos abertos
Quando resolvi entrar...


Lucas Nunes

sábado, 31 de março de 2012

Não Pisque

Você poderá perder o momento
Esteja pois atento e não pisque!
Tudo passa tão rápido como moeda entre os dedos
Que corre o risco de cair, sem antes decidir se será cara ou coroa
É como sopro para aliviar a dor de um machucado
É como o dissolver do açucar, que se esvai pela saliva, antes que se lembrem de sua doçura
É a água já fervendo, o chá exalando o sinal de que já pode ser servido
É a mulher gritando estar grávida, e o homem, já pai, vendo o filho nascendo...
Se você não estiver focado, na espreita, esperando o instante decisivo
Poderás correr o risco, de piscar e deixar de ver tudo isto!
De repente o sol nasce, e é dia
Antes de seu bom dia, a noite chega primeiro e se torna sua vigia
Portanto, não pisque, de uma coisa posso estar certo
Você poderá perder o momento!
Oportunidades não se repetem, isto é um fato!
Aproveitá-las, uma opção, e isto não precisa ser necessariamente um fato, perderia o barato...
Repare mais em seu cachorro e no que talvez ele esteja tentando lhe dizer
Sorria mais em frente ao espelho, eles serão refletidos
Mantenha os bons costumes, as regras, os ensinamentos dos mais velhos
Contrarie-os algumas vezes, a vida não é uma regra, tão pouco uma tabuada
Repare, observe, e repita quantas vezes isto for necessário
Principalmente quando uma mulher, a sua mulher te perguntar
"Notou algo de diferente?"
Não Pisque!!!Você poderá perder seu relacionamento, o que dirá do momento...
Olhe além do que se vê
Pessoas dizem tanto através do mínimo
E isto se torna um fascínio àquele que consegue perceber
Tempos em seus segundos, fracionados neste mundo feito de correr
Não te impedem de mudar sua forma de acordar, sua maneira de se vestir
Seu jeito de se assentar, seu estilo de se arrumar, como comer...
O lado da cama para dormir, o pé a pisar no chão ao acordar...
Corra o risco e viva um pouco de improviso, isto também traz segurança
Porém, se eu puder dizer... eu digo, neste instante decisivo
Não pisque, já que a vida é feita de momentos
Onde nós estamos sujeitos, de perdê-los e não vê-los acontecer!

Lucas Nunes